Saiba quais são as doenças e sintomas mais comuns

Nariz


Rinite Alérgica

A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa que reveste o nariz, causada por uma reação alérgica, provocando sintomas como espirros, tosse, coriza e coceira no nariz. Determinados alérgenos são responsáveis por aumentar a irritação da mucosa nasal, dentre os quais pode-se destacar: pólen das plantas, fungos, ácaros, poeira, pêlos de animais, entre outros. A rinite alérgica não tem cura mas pode ser controlada com tratamento clínico.

Resfriado e Gripe

Resfriado

O resfriado é uma infecção das vias aéreas superiores que pode ser causada por mais de 200 tipos de vírus. Possui sintomas leves e o quadro é autolimitado, com duração média de 7 a 10 dias. Os sintomas mais comuns do resfriado são obstrução nasal, espirros e tosse.

Gripe

A gripe é uma doença infecciosa causada pelo vírus Influenza. Os sintomas desta moléstia são mais fortes do que os apresentados no resfriado. Os pacientes apresentam febre alta, dores musculares e articulares, cansaço e dor de cabeça.

Rinossinusite

A rinossinusite (ou mais popularmente conhecida como “sinusite”) é uma inflamação da mucosa nasal e dos seios da face. Pode ser causada por agentes infecciosos como vírus, bactérias, fungos e também por fatores alérgicos. Os principais sintomas são secreção nasal, obstrução nasal, pressão e dor na face, perda de olfato e tosse. A rinossinusite pode ser classificada em aguda e crônica.

*Aguda: quando os sintomas estão presentes por um período inferior a 12 semanas. Pode ocorrer uma ou mais vezes em um determinado período de tempo, mas sempre com a remissão completa dos sinais e sintomas entre os episódios.

*Crônica: quando os sintomas estão presentes por mais de 12 semanas. A rinossinusite (RS) crônica pode ser dividida ainda em RS sem polipose e RS com polipose.

Polipose nasossinusal

A polipose nasossinusal é uma doença crônica de origem indeterminada, mas possivelmente de etiologia multifatorial. O pólipo nasal se caracteriza por uma pequena tumoração benigna com aspecto de “uva”, que cresce dentro da cavidade nasal e dos seios da face. É uma doença crônica sem cura, mas com tratamento clínico e muitas vezes cirúrgico para que o paciente tenha uma adequada qualidade de vida.

Epistaxes ou Sangramento Nasal

Epistaxe é o nome dado para o sangramento que ocorre no interior do nariz. As hemorragias nasais podem ser assustadoras pois o nariz é uma estrutura muito vascularizada, mas raramente indicam um problema grave. As causas mais comuns são o trauma nasal, a exposição ao ar seco, os processos inflamatórios nasossinusais (como rinossinusites ou rinites), o uso de anticoagulantes, o uso de spray nasal e mais raramente a presença de tumores nasossinusais.

Desvio do Septo Nasal

O septo nasal é uma estrutura interna do nariz formada por ossos e por cartilagem, dividindo o nariz em duas narinas. Quando esta estrutura está torta em direção a um dos lados, ocorre o problema de desvio do septo nasal, que deixa a passagem do ar mais estreita, dificultando a respiração do paciente. Nem todos os pacientes com desvio do septo são candidatos à cirurgia, por isso é necessária a avaliação com o otorrinolaringologista para relacionar os sintomas do paciente com o desvio septal.

Distúrbios Respiratórios do Sono

Os distúrbios respiratórios do sono abrangem desde quadros de ronco até quadros de apnéia grave. A apnéia do sono é um distúrbio do sono em que a pessoa pára de respirar por alguns segundos, ocorrendo diversas vezes durante a noite. Já o ronco é um ruído provocado pelo estreitamento ou obstrução das vias respiratórias superiores durante o sono. Esse estreitamento dificulta a passagem do ar e provoca a vibração dessas estruturas.

Os sintomas mais comuns são o ronco, a sonolência excessiva, o cansaço, a dificuldade de concentração, a dor de cabeça ao acordar, os despertares frequentes, a irritabilidade, entre outros. A correta avaliação depende de um exame físico adequado e do exame do sono (polissonografia). O tratamento é individualizado, dependendo do grau de apnéia, idade do paciente, exame físico e expectativas do paciente.

Ouvido


Zumbido

O zumbido é um som percebido nos ouvidos ou na cabeça na ausência de um estímulo sonoro externo. O zumbido não é uma doença em si, mas um sintoma de uma condição de saúde que deve ser investigada. Existem diversas causas para o zumbido, entre elas a perda auditiva, o acúmulo de cera nos ouvidos, os distúrbios da articulação têmporo-mandibular e outras alterações odontológicas, as alterações metabólicas, o uso de medicamentos e mais raramente tumores. Todo zumbido deve ser adequadamente investigado pelo otorrinolaringologista!

Doença do Labirinto

As doenças do labirinto (ou erroneamente chamadas de “labirintite” pela população leiga) causam sensações de desequilíbrio, tontura, vertigem e instabilidade. O labirinto é o nosso órgão do equilíbrio que fica atrás da orelha e que funciona em conjunto com o órgão auditivo, por isso que muitas vezes os sintomas se sobrepõe, como a sensação de ouvido tapado, a tontura, o zumbido, as náuseas, o desequilíbrio e a perda auditiva. Os problemas do labirinto tendem a ser recorrentes, por isso que uma adequada investigação e o adequado tratamento são extremamente necessários. As causas podem ser inflamatórias, infecciosas, metabólicas, devido ao uso de medicamentos e decorrentes de traumas e tumores.

Cera de Ouvido

O cerume ou cerúmen, conhecido como a cera do ouvido, é uma substância produzida pelas glândulas dos ouvidos que tem como função proteger a pele do canal auditivo externo de danos provocados pela água, traumas, corpos estranhos e infecções.

A cera não é uma doença ou problema de saúde, por isso, a sua simples existência não costuma causar nenhum sintoma. O excesso de cera no ouvido é que pode causar sensação de ouvido tapado, dificuldade auditiva e coceira.

O excesso de cera no ouvido deve ser removido somente por um otorrinolaringologista com o uso de aspirações, lavagens ou curetas. Algumas vezes é necessário o uso de gotas otológicas para amolecer a cera anteriormente ao procedimento.

Otite

Otite é a inflamação do ouvido. Pode ser classificada em otite externa e em otite média.

*Otite externa: é a inflamação da parte externa do ouvido. Costuma ocorrer mais nos meses de verão pelo contato com a água ou após a manipulação do ouvido. Os sintomas são dor intensa, dor ao encostar no ouvido, saída de secreção do ouvido e vermelhidão e inchaço (edema) da orelha externa.

*Otite média: é a inflamação da orelha média, um pequeno espaço preenchido por ar atrás do tímpano. As infecções agudas ocorrem concomitantemente ou após um quadro infeccioso das vias aéreas superiores. Os sintomas mais comuns são dor muito forte no ouvido, febre, diminuição da audição, falta de apetite e em alguns casos após a ruptura da membrana timpânica pode ocorrer a saída de secreção purulenta. É um tipo de otite comum em crianças, mas pode acometer pessoas de qualquer idade.

Perdas Auditivas

A perda auditiva pode acontecer repentinamente ou gradativamente. Às vezes, há uma razão médica subjacente, mas na maioria dos casos é simplesmente um fator relacionado à idade, bem como a exposição constante a ruídos elevados por longos períodos de tempo. Algumas causas de perda auditiva são descritas a seguir: acúmulo de cera no ouvido, envelhecimento (presbiacusia), doenças degenerativas, infecções, doenças genéticas, perfuração da membrana timpânica, uso de medicamentos ototóxicos, tumores e exposição a ruídos intensos. Na suspeita de diminuição ou perda da audição, o paciente deve consultar o otorrinolaringologista para a avaliação diagnóstica e a correta condução do caso visando ao melhor tratamento para cada paciente, o qual deve ser individualizado.

Garganta


Faringite e Amigdalite

Faringite é a inflamação da faringe, já a amigdalite é a inflamação das amígdalas, tecidos presentes numa região denominada orofaringe. Ambas apresentam como principal sintoma a dor de garganta. Podem ser causadas por infecções bacterianas ou virais, sendo a maioria dos casos de origem viral.

As faringites virais são processos benignos que se resolvem espontaneamente, ao contrário das amigdalites bacterianas, que podem levar a complicações, como abscessos e febre reumática. Os sintomas mais comuns são dor de garganta, dor para engolir, febre, dor no corpo, prostração e dor de cabeça. A avaliação do quadro deve ser feita pelo otorrinolaringologista visando ao correto uso de antibiótico quando necessário.

Doença do Refluxo

A doença do refluxo é uma doença crônica que ocorre quando o ácido do estômago retorna pelo esôfago passivamente, chegando até a garganta e causando uma irritação na mucosa. Os pacientes costumam se queixar de azia, dor de garganta, pigarro, sensação de corpo estranho na garganta, tosse seca e voz rouca ocasionalmente. Além do tratamento medicamentoso adequado, algumas mudanças de hábitos são de extrema importância para a resolução dos sintomas.

Mau Hálito

O hálito indesejável é chamado de mau hálito ou halitose. O mau hálito não é uma doença, mas sim um sintoma de que algo está errado com seu organismo. As causas mais comuns do mau hálito são de origem bucal (90 a 95% dos casos). Dentre elas, podemos citar a língua saburrosa e as doenças da gengiva quando não tratadas. Uma causa comum nos pacientes que procuram o otorrinolaringologista é a amigdalite caseosa, em que ficam restos alimentares retidos nas amigdalas, ocasionando um odor desagradável.

Distúrbios Respiratórios do Sono

Os distúrbios respiratórios do sono abrangem desde quadros de ronco até quadros de apnéia grave. A apnéia do sono é um distúrbio do sono em que a pessoa pára de respirar por alguns segundos, ocorrendo diversas vezes durante a noite. Já o ronco é um ruído provocado pelo estreitamento ou obstrução das vias respiratórias superiores durante o sono. Esse estreitamento dificulta a passagem do ar e provoca a vibração dessas estruturas.

Os sintomas mais comuns são o ronco, a sonolência excessiva, o cansaço, a dificuldade de concentração, a dor de cabeça ao acordar, os despertares frequentes, a irritabilidade, entre outros. A correta avaliação depende de um exame físico adequado e do exame do sono (polissonografia). O tratamento é individualizado, dependendo do grau de apnéia, idade do paciente, exame físico e expectativas do paciente.